VoxFlow®

Manual de utilização · Dispositivo de treinamento vocal

O VoxFlow® é um dispositivo de resistência fonatória desenvolvido para o treinamento vocal terapêutico e profissional. Com 15 níveis de resistência aerodinâmica, abrange de forma contínua e sem lacunas as cinco grandes indicações do treino vocal: isometria laríngea, aquecimento, semi-occluded vocal tract (SOVT), resistência fonatória e desaquecimento — tudo em um único instrumento compacto.

Isometria Aquecimento SOVT Resistência Desaquecimento

🌿
Material de origem vegetal

PLA de fontes renováveis

📅
Troca recomendada a cada 12 meses

A partir do primeiro uso

🎯
15 níveis de resistência

Progressão linear sem redundâncias

🔬
Baseado em evidências

Protocolo fundamentado em SOVT

Sobre o produto

🌿

Material de Origem Vegetal

O VoxFlow® é fabricado em PLA (ácido polilático), um plástico produzido a partir de fontes vegetais renováveis. Leve, resistente e de origem não petroquímica.

Limpe sempre após o uso com água e sabão neutro. Recomenda-se a troca do dispositivo a cada 12 meses.

🔄 Recomendável troca a cada 12 meses
⚙️

Design com Progressão Linear

Os 4 furos seguem uma progressão de vazão linear. Cada combinação dos furos gera uma vazão única, cobrindo 15 níveis distintos e equidistantes sem redundâncias. O quarto furo está posicionado na face posterior do dispositivo para ergonomia otimizada durante o uso.

🩺

Indicado Para

Fonoaudiólogos, professores de canto, preparadores vocais e profissionais da voz. Adequado para reabilitação vocal* e para o treinamento de cantores, atores, estudantes e professores de canto.

*consulte seu fonoaudiólogo

Os 4 furos de resistência

Furo A · Frontal · Indicador

menor resistência

Furo B · Frontal · Médio

2ª menor resistência

Furo C · Frontal · Anelar

3ª menor resistência

Furo D · Posterior · Polegar

maior resistência

Como utilizar o dispositivo

Passo 01

Selecione os furos

Escolha quais furos deixar abertos conforme o nível de resistência desejado. Oclua os demais com os dedos: o indicador cobre o furo A, o dedo médio cobre o furo B, o dedo anelar cobre o furo C — todos na face frontal — e o polegar cobre o furo D na face posterior.

Passo 02👄

Posicione o bocal

Insira o bocal entre os lábios com vedação suave — sem morder nem pressionar em excesso. Mantenha os dentes levemente abertos e a língua em repouso. A resistência é gerada pelos furos, não pela tensão labial.

Passo 03🎵

Execute o exercício

Realize o exercício conforme a indicação — com fonação (ex: /m/ sustentado) ou com controle de fluxo de ar sem fonação, para treino de apoio vocal. A resistência dos furos guia o trabalho respiratório e laríngeo.

Modalidades de treinamento

🎵

Treino com Fonação

Voz ativa através do bocal

Fona-se através do bocal com lábios vedados ao redor do dispositivo. O fonema mais indicado é o /m/ sustentado, que permite produção vocal contínua com os lábios ocluindo o bocal naturalmente. A resistência dos furos cria contrapressão que otimiza a vibração das pregas vocais e reduz o esforço fonatório — princípio central do SOVT.

💨

Treino de Apoio Vocal

Controle de fluxo sem fonação

Fluxo de ar sem fonação — foco exclusivo no controle respiratório e no apoio diafragmático. A resistência dos furos cria uma carga mensurável para a musculatura expiratória, desenvolvendo pressão subglótica sustentada, controle de fluxo e suporte respiratório. Aplicável em exercícios de breath management para cantores e speakers.

💡

Quando usar cada modalidade? O treino com fonação em /m/ é indicado para aquecimento, SOVT e resistência fonatória com foco em qualidade vocal. O treino de apoio vocal (fluxo sem fonação) é especialmente eficaz nos níveis de alta resistência (#1–#4), onde a carga expiratória é maior, e pode ser combinado com fonação nos níveis intermediários para progressão gradual.

Simulador de configuração

Selecione os furos ativos

Ative os furos que ficarão abertos no dispositivo. Os demais devem ser ocluídos com os dedos. Cada combinação é única — sem repetições.

Vazão total

Nenhum furo selecionado

Indicação

Ative ao menos um furo acima.

Escala de resistência — 15 níveis

Cobertura contínua de 2,6 → 38,7 L/min

← Alta resistênciaBaixa resistência →

Tabela de configuração — furos por nível

NívelVazãoFuros abertosIndicação

Progressão de sessão sugerida

Roteiro de exercícios — 5 fases (30–45 min)

Os níveis (#) referem-se às linhas da tabela de configuração. 🎵 = com fonação · 💨 = apoio vocal (fluxo sem fonação)

Fase 01/05

Aquecimento

7–10 L/min
  • Níveis #3–#4
  • ⏱ 5 min
  • 🎵 /m/ glissando
  • pp → mp
Fase 02/05

Isometria

2,6–5 L/min
  • Níveis #1–#2
  • ⏱ 5–8 min
  • 💨 apoio · 🎵 /m/
  • mp · séries 5 s
Fase 03/05

SOVT

10–18 L/min
  • Níveis #5–#8
  • ⏱ 10–15 min
  • 🎵 /m/ escalas
  • mp → f
Fase 04/05

Resistência

20–31 L/min
  • Níveis #9–#13
  • ⏱ 8–10 min
  • 💨+🎵 endurance
  • f → ff
Fase 05/05

Desaquecimento

33–38 L/min
  • Níveis #14–#15
  • ⏱ 5 min
  • 🎵 /m/ suave
  • pp · livre

Tabela de referência — 25 configurações

Categoria · Dinâmica · Dose

Cuidados e conservação

🧼

Higienização

Limpe sempre após o uso com água e sabão neutro. Não usar máquina de lavar-louças nem calor para secar. Guardar em local seco.

☀️

Calor, sol e ambiente

Não expor ao calor nem ao sol de forma prolongada. Não deixar dentro do carro em dias quentes. O material pode se deformar em altas temperaturas. Deformações causadas por exposição ao calor não são cobertas por substituição do produto.

📅

Troca recomendada

Recomenda-se a troca do VoxFlow® a cada 12 meses a partir do primeiro uso, independente da frequência de utilização, para garantir higiene e integridade do dispositivo.

🩺

Indicação de uso

Uso recomendado sob orientação de fonoaudiólogo. Interrompa em caso de dor ou desconforto laríngeo. Não utilize durante laringite ou infecção respiratória aguda.

Referências bibliográficas

  1. Titze IR (2006). Voice Training and Therapy with a Semi-Occluded Vocal Tract: Rationale and Scientific Underpinnings. Journal of Speech, Language, and Hearing Research, 49(2), 448–459. doi:10.1044/1092-4388(2006/035)
  2. Titze IR, Verdolini Abbott K (2012). Vocology: The Science and Practice of Voice Habilitation. National Center for Voice and Speech, Salt Lake City. ISBN 978-0983477112.
  3. Story BH, Titze IR, Hoffman EA (1996). Vocal tract area functions from magnetic resonance imaging. Journal of the Acoustical Society of America, 100(1), 537–554. doi:10.1121/1.415960
  4. Behlau M, Madazio G, Feijó D, Pontes P. Avaliação de voz. In: Behlau M (Org.). Voz: O Livro do Especialista (Vol. 1). Rio de Janeiro: Revinter; 2001. p. 85–245.
  5. Higueras D, Fincheira C, Muñoz D, Guajardo C, Dowdall J (2013). Immediate acoustic effects of straw phonation exercises in subjects with dysphonic voices. Logopedics Phoniatrics Vocology, 38(1), 35–45. doi:10.3109/14015439.2012.731079
  6. Guzman M, Laukkanen AM, Krupa P, Horáček J, Švec JG, Geneid A (2013). Vocal tract and glottal function during and after vocal exercising with resonance tube and straw. Journal of Voice, 27(4), 523.e19–523.e34. doi:10.1016/j.jvoice.2013.02.007
  7. Laukkanen AM, Titze IR, Hoffman H, Finnegan E (2008). Effects of a semi-occluded vocal tract on laryngeal muscle activity and glottal adduction in a single female subject. Folia Phoniatrica et Logopaedica, 60(6), 298–311. doi:10.1159/000170080
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  9. Van Stan JH, Roy N, Awan S, Stemple J, Hillman RE (2015). A Taxonomy of Voice Therapy. American Journal of Speech-Language Pathology, 24(2), 101–125. doi:10.1044/2015_AJSLP-14-0030
  10. Nix JP, Simpson CB (2008). Semi-occluded vocal tract postures and their application in the singing voice studio. Journal of Singing, 64(3), 339–342.
  11. Story BH (2005). A parametric model of the vocal tract area function for vowel and consonant simulation. Journal of the Acoustical Society of America, 117(5), 3231–3254. doi:10.1121/1.1869752
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