VoxFlow®
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Índice

  1. Sobre o produto
  2. Os 4 furos de resistência
  3. Como utilizar o dispositivo
  4. Modalidades de treinamento
  5. Vazão de cada furo
  6. Escala de resistência — 15 níveis
  7. Tabela de configuração
  8. Progressão de sessão sugerida
  9. 25 exercícios de referência
  10. Cuidados e conservação
  11. Referências bibliográficas

VoxFlow®

Manual de utilização · Dispositivo de treinamento vocal

O VoxFlow® é um dispositivo de resistência fonatória desenvolvido para o treinamento vocal terapêutico e profissional. Com 15 níveis de resistência aerodinâmica, abrange de forma contínua e sem lacunas as cinco grandes indicações do treino vocal: isometria laríngea, aquecimento, semi-occluded vocal tract (SOVT), resistência fonatória e desaquecimento — tudo em um único instrumento compacto.

Isometria Aquecimento SOVT Resistência Desaquecimento

🌿

Material de origem vegetal

PLA de fontes renováveis

📅

Troca recomendada a cada 12 meses

A partir do primeiro uso

🎯

15 níveis de resistência

Progressão linear sem redundâncias

🔬

Baseado em evidências

Protocolo fundamentado em SOVT

Sobre o produto
🌿

Material de Origem Vegetal

O VoxFlow® é fabricado em PLA (ácido polilático), um plástico produzido a partir de fontes vegetais renováveis. Leve, resistente e de origem não petroquímica.

Limpe sempre após o uso com água e sabão neutro. Recomenda-se a troca do dispositivo a cada 12 meses.

🔄 Recomendável troca a cada 12 meses
⚙️

Design com Progressão Linear

Os 4 furos seguem uma progressão de vazão linear. Cada combinação dos furos gera uma vazão única, cobrindo 15 níveis distintos e equidistantes sem redundâncias. O quarto furo está posicionado na face posterior do dispositivo para ergonomia otimizada durante o uso.

🩺

Indicado Para

Fonoaudiólogos, professores de canto, preparadores vocais e profissionais da voz. Adequado para reabilitação vocal* e para o treinamento de cantores, atores, estudantes e professores de canto.

*consulte seu fonoaudiólogo

Os 4 furos de resistência

Furo A · Frontal · Indicador

menor resistência

Furo B · Frontal · Médio

2ª menor resistência

Furo C · Frontal · Anelar

3ª menor resistência

Furo D · Posterior · Polegar

maior resistência
Como utilizar o dispositivo
Passo 01

Selecione os furos

Escolha quais furos deixar abertos conforme o nível de resistência desejado. Oclua os demais com os dedos: o indicador cobre o furo A, o dedo médio cobre o furo B, o dedo anelar cobre o furo C — todos na face frontal — e o polegar cobre o furo D na face posterior.

Passo 02👄

Posicione o bocal

Insira o bocal entre os lábios com vedação suave — sem morder nem pressionar em excesso. Mantenha os dentes levemente abertos e a língua em repouso. A resistência é gerada pelos furos, não pela tensão labial.

Passo 03🎵

Execute o exercício

Realize o exercício conforme a indicação — com fonação (ex: /m/ sustentado) ou com controle de fluxo de ar sem fonação, para treino de apoio vocal. A resistência dos furos guia o trabalho respiratório e laríngeo.

Modalidades de treinamento
🎵

Treino com Fonação

Voz ativa através do bocal

Fona-se através do bocal com lábios vedados ao redor do dispositivo. O fonema mais indicado é o /m/ sustentado, que permite produção vocal contínua com os lábios ocluindo o bocal naturalmente. A resistência dos furos cria contrapressão que otimiza a vibração das pregas vocais e reduz o esforço fonatório — princípio central do SOVT.

💨

Treino de Apoio Vocal

Controle de fluxo sem fonação

Fluxo de ar sem fonação — foco exclusivo no controle respiratório e no apoio diafragmático. A resistência dos furos cria uma carga mensurável para a musculatura expiratória, desenvolvendo pressão subglótica sustentada, controle de fluxo e suporte respiratório. Aplicável em exercícios de breath management para cantores e speakers.

💡

Quando usar cada modalidade? O treino com fonação em /m/ é indicado para aquecimento, SOVT e resistência fonatória com foco em qualidade vocal. O treino de apoio vocal (fluxo sem fonação) é especialmente eficaz nos níveis de alta resistência (#1–#4), onde a carga expiratória é maior, e pode ser combinado com fonação nos níveis intermediários para progressão gradual.

Vazão de cada furo
FuroVazãoDedoFace
A20,5 L/minIndicadorfrontal
B10,5 L/minMédiofrontal
C5,1 L/minAnelarfrontal
D2,6 L/minPolegarposterior

A vazão de uma configuração é a soma dos furos deixados abertos. Cada uma das 15 combinações possíveis gera um valor único — a tabela de configuração adiante lista todas.

Escala de resistência — 15 níveis

Cobertura contínua de 2,6 → 38,7 L/min

IsometriaAquecimentoSOVTResistênciaDesaquecimento
2,6510152025303538,7
← Alta resistênciaBaixa resistência →
Tabela de configuração — furos por nível
NívelVazãoFuros abertosIndicação
#012,6 L/minDIsometria
#025,1 L/minCIsometria
#037,7 L/minCDAquecimento
#0410,5 L/minBAquecimento
#0513,1 L/minBDSOVT
#0615,6 L/minBCSOVT
#0718,2 L/minBCDSOVT
#0820,5 L/minASOVT
#0923,1 L/minADResistência
#1025,6 L/minACResistência
#1128,2 L/minACDResistência
#1231,0 L/minABResistência
#1333,6 L/minABDResistência
#1436,1 L/minABCDesaquecimento
#1538,7 L/minABCDDesaquecimento
Progressão de sessão sugerida

Roteiro de exercícios — 5 fases (30–45 min)

Os níveis (#) referem-se às linhas da tabela de configuração. 🎵 = com fonação · 💨 = apoio vocal (fluxo sem fonação)

Fase 01/05

Aquecimento

7–10 L/min
  • Níveis #3–#4
  • ⏱ 5 min
  • 🎵 /m/ glissando
  • pp → mp
Fase 02/05

Isometria

2,6–5 L/min
  • Níveis #1–#2
  • ⏱ 5–8 min
  • 💨 apoio · 🎵 /m/
  • mp · séries 5 s
Fase 03/05

SOVT

10–18 L/min
  • Níveis #5–#8
  • ⏱ 10–15 min
  • 🎵 /m/ escalas
  • mp → f
Fase 04/05

Resistência

20–31 L/min
  • Níveis #9–#13
  • ⏱ 8–10 min
  • 💨+🎵 endurance
  • f → ff
Fase 05/05

Desaquecimento

33–38 L/min
  • Níveis #14–#15
  • ⏱ 5 min
  • 🎵 /m/ suave
  • pp · livre
Tabela de referência — 25 configurações

Isometria

2,6–5,1 L/min · níveis #01–#02
I-1
Isometriasuave3×5 s · pausa 10 s💨🎵

💨 I-1 · Sustentação máxima: expiração lenta e controlada sem fonação. Resistência máxima ativa o diafragma e desenvolve pressão subglótica basal essencial para o controle fonatório.

🎵 Fonação: /m/ sustentado em tom modal. Calibra o limiar fonatório individual (Phonation Threshold Pressure — PTP).

I-2
Isometriasuave4×8 s · pausa 8 s💨🎵

💨 I-2 · Controle de coluna de ar: fluxo expiratório regulado e constante. Desenvolve propriocepção da musculatura expiratória e resistência muscular em alta carga aerodinâmica.

🎵 Fonação: /m/ com vibração nasal perceptível; atenção à estabilidade do apoio sem tensão cervical.

I-3
Isometriasuave5×6 s · pausa 8 s💨🎵

💨 I-3 · Pulso expiratório (staccato de apoio): série de expirações curtas e firmes. Treina resposta rápida da musculatura abdominal — base técnica do staccato vocal na pedagogia do canto.

🎵 Fonação: /m/ em tom grave; foco na ressonância torácica e vibração labial ao redor do bocal.

I-4
Isometriasuave–médio3×10 s · pausa 10 s💨🎵

💨 I-4 · Crescendo expiratório: inicia com fluxo mínimo, aumenta gradualmente ao máximo no tempo determinado. Treina controle progressivo da pressão subglótica — análogo ao crescendo vocal na técnica lírica.

🎵 Fonação: /m/ com crescendo de intensidade acompanhando o aumento de fluxo.

I-5
Isometriamédio4×8 s · pausa 8 s💨🎵

💨 I-5 · Resistência estática costal: manutenção de fluxo constante com atenção à expansão costal lateral. Evitar compensação com ombros. Avalia endurance do sistema respiratório de suporte.

🎵 Fonação: /m/ em altura de fala habitual; avaliar regularidade vibratória e estabilidade de frequência fundamental.

Aquecimento

7,7–10,5 L/min · níveis #03–#04
A-1
Aquecimentosuave2×45 s · pausa 20 s🎵

🎵 A-1 · Humming grave-agudo-grave: /m/ com varredura de frequência em toda a extensão confortável. Mobiliza a mucosa das pregas vocais, reduz tensão laríngea pré-exercício e estimula o reflexo de cobertura mucosa.

A-2
Aquecimentosuave2×45 s · pausa 20 s🎵

🎵 A-2 · Glissando descendente: /m/ em deslizamento descendente lento (≈3 semitons/s) de agudo para grave. Favorece ressonância anterior, adução vocal suave e relaxamento da musculatura extrínseca da laringe.

A-3
Aquecimentosuave–médio3×30 s · pausa 15 s🎵

🎵 A-3 · Sirene suave (portamento): /m/ em glissando ascendente e descendente contínuo cobrindo extensão de voz de fala. Estimula cobertura mucosa e flexibilidade da musculatura cricotireóidea — base do aquecimento na pedagogia coral.

A-4
Aquecimentosuave–médio3×20 s · pausa 15 s🎵

🎵 A-4 · Arpejo de aquecimento: /m/ em arpejo tônica-terça-quinta-oitava em andamento moderado. Prepara coordenação fonatória em múltiplas alturas com demanda aerodinâmica crescente. Repetir por semitom ascendente.

A-5
Aquecimentomédio2×60 s · pausa 20 s🎵

🎵 A-5 · Humming melódico (transposição): /m/ em melodia simples de 5 notas repetida por semitom ascendente. Consolida o aquecimento, expande a tessitura e integra controle respiratório com produção vocal em diferentes regiões de frequência.

SOVT

13,1–20,5 L/min · níveis #05–#08
S-1
SOVTmédio3×10 s · pausa 10 s🎵

🎵 S-1 · SOVT iniciação — /m/ sustentado: tom modal confortável. Reduz Phonation Threshold Pressure (PTP) e inicia o desacoplamento entre mucosa e musculatura das pregas vocais. Ponto de entrada ideal na zona de semi-oclusão do trato vocal.

S-2
SOVTmédio3×15 s · pausa 8 s🎵

🎵 S-2 · SOVT melódico — escala de 5 notas: /m/ em escala ascendente (dó-ré-mi-fá-sol), repetida por semitom ascendente. Aumenta demanda de controle motor laríngeo dentro da zona terapêutica segura. Base do protocolo de Titze para treinamento de SOVT com progressão melódica.

S-3
SOVTsuave–médio–suave4×10 s · pausa 8 s🎵

🎵 S-3 · SOVT dinâmico — messa di voce: /m/ sustentado com crescendo e decrescendo de intensidade em mesma nota. Técnica clássica de canto que treina controle pressórico fino e a coordenação adutora. Ausência de vibrato espontâneo pode indicar hipercontato glótico.

S-4
SOVTmédio–alto3×20 s · pausa 10 s🎵

🎵 S-4 · SOVT rítmico — pulsação fonada: /m/ pulsado em sequência rítmica (mm·mm·mm) simulando alternância natural da fala. Treina padrão aerodinâmico de fonação funcional e prepara a transferência para o contexto comunicativo real.

S-5
SOVTmédio2×30 s · pausa 10 s🎵

🎵 S-5 · SOVT de extensão — arpejo alargado: /m/ em arpejo de oitava (dó-mi-sol-dó) com retorno descendente. Máxima excursão de frequência dentro da semi-oclusão. Indicado para consolidação do treinamento e cantores em fase de preparação de performance.

Resistência

23,1–33,6 L/min · níveis #09–#13
R-1
Resistênciaalto3×15 s · pausa 15 s💨🎵

💨 R-1 · Endurance respiratório — expiração sustentada: expiração contínua em intensidade alta. Desenvolve resistência da musculatura expiratória em alta demanda de fluxo. Base dos protocolos de treino de suporte respiratório para cantores profissionais.

🎵 Fonação: /m/ em arpejo de 5 notas; controle de pitch simultâneo ao esforço respiratório.

R-2
Resistênciaalto3×15 s · pausa 12 s💨🎵

💨 R-2 · Dinâmica de pressão — regulação de intensidade: variação de fluxo de médio para alto e retorno (crescendo/decrescendo). Treina controle dinâmico da pressão subglótica — competência fundamental para a expressividade vocal.

🎵 Fonação: /m/ em frase melódica com variação de intensidade correspondente ao fluxo.

R-3
Resistênciaalto4×12 s · pausa 10 s💨🎵

💨 R-3 · Expansão costal ativa: fluxo em intensidade alta com controle consciente da expansão costal lateral e posterior. Desenvolve o suporte respiratório de base costal-diafragmática recomendado na técnica de canto clássico.

🎵 Fonação: /m/ com sweep de pitch ±4 semitons — treino de controle motor de alta intensidade.

R-4
Resistênciaalto–máximo3×10 s · pausa 8 s💨🎵

💨 R-4 · Tempo Máximo de Fonação (TMF): série de expiração/fonação 3×10 s com 5 s pausa. Avalia e treina a capacidade de sustentação fonatória — marcador de eficiência glótica e suporte respiratório (referência: TMF normal ≥15 s em adultos).

🎵 Fonação: /m/ sustentado; comparar duração entre séries.

R-5
Resistênciamáximo3×8 s · pausa 15 s💨🎵

💨 R-5 · Suporte máximo — passagem de registro: expiração em intensidade máxima sustentada. Maior demanda do protocolo; prepara a musculatura para esforço vocal extremo.

🎵 Fonação: /m/ com passagem de registro (passaggio) em intensidade máxima — executar somente após aquecimento e fase SOVT completos.

Desaquecimento

36,1–38,7 L/min · níveis #14–#15
D-1
Desaquecimentosuave2×60 s · contínuo🎵

🎵 D-1 · Glissando de repouso: /m/ em glissando descendente em dinâmica suave (pp). Redução gradual de fluxo e tensão muscular; restaura condições de repouso da mucosa vocal após esforço intenso.

D-2
Desaquecimentosuave3–5 min · livre🎵

🎵 D-2 · Humming livre: /m/ suave com glissandos livres em dinâmica pp. Repouso fonatório ativo; normaliza o tônus da musculatura intrínseca e extrínseca da laringe e favorece a hidratação da mucosa das pregas vocais.

D-3
Desaquecimentosuave2×45 s · pausa 20 s🎵

🎵 D-3 · Descida cromática: /m/ em escala descendente cromática (semitom a semitom) do agudo para o grave, em andamento lento. Relaxa progressivamente a musculatura cricotireóidea e reduz a tensão longitudinal das pregas vocais.

D-4
Desaquecimentosuave3×20 s · pausa 15 s🎵

🎵 D-4 · Humming com bocejo fonado: /m/ iniciado com leve abertura do trato vocal superior (posição de bocejo suave). Amplia o trato vocal, reduz a adução e favorece o repouso mucoso — técnica recomendada na reabilitação vocal pós-performance.

D-5
Desaquecimentosuave2×60 s · contínuo🎵

🎵 D-5 · Respiração nasal + /m/ final: ciclos de respiração nasal profunda e lenta, cada expiração finalizada com /m/ suave e breve. Transição para repouso completo; retorna o sistema fonorrespiratório ao estado basal de repouso.

Cuidados e conservação
🧼

Higienização

Limpe sempre após o uso com água e sabão neutro. Não usar máquina de lavar-louças nem calor para secar. Guardar em local seco.

☀️

Calor, sol e ambiente

Não expor ao calor nem ao sol de forma prolongada. Não deixar dentro do carro em dias quentes. O material pode se deformar em altas temperaturas. Deformações causadas por exposição ao calor não são cobertas por substituição do produto.

📅

Troca recomendada

Recomenda-se a troca do VoxFlow® a cada 12 meses a partir do primeiro uso, independente da frequência de utilização, para garantir higiene e integridade do dispositivo.

🩺

Indicação de uso

Uso recomendado sob orientação de fonoaudiólogo. Interrompa em caso de dor ou desconforto laríngeo. Não utilize durante laringite ou infecção respiratória aguda.

Referências bibliográficas

  1. Titze IR (2006). Voice Training and Therapy with a Semi-Occluded Vocal Tract: Rationale and Scientific Underpinnings. Journal of Speech, Language, and Hearing Research, 49(2), 448–459. doi:10.1044/1092-4388(2006/035)
  2. Titze IR, Verdolini Abbott K (2012). Vocology: The Science and Practice of Voice Habilitation. National Center for Voice and Speech, Salt Lake City. ISBN 978-0983477112.
  3. Story BH, Titze IR, Hoffman EA (1996). Vocal tract area functions from magnetic resonance imaging. Journal of the Acoustical Society of America, 100(1), 537–554. doi:10.1121/1.415960
  4. Behlau M, Madazio G, Feijó D, Pontes P. Avaliação de voz. In: Behlau M (Org.). Voz: O Livro do Especialista (Vol. 1). Rio de Janeiro: Revinter; 2001. p. 85–245.
  5. Higueras D, Fincheira C, Muñoz D, Guajardo C, Dowdall J (2013). Immediate acoustic effects of straw phonation exercises in subjects with dysphonic voices. Logopedics Phoniatrics Vocology, 38(1), 35–45. doi:10.3109/14015439.2012.731079
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